sábado, 9 de março de 2013

Nova York - 5º dia

5º dia - 25/02 (segunda-feira)
Vamos ao 5º dia de NY! Até agora, tô muito em dia na publicação dos posts, espero que continue assim.

O dia foi cheio de passeios a lugares muito conhecidos e bacanas, como Brooklyn Bridge, Estátua da Liberdade, Wall Street e World Trade Center. Como a previsão do tempo dizia que este seria um dia ensolarado, decidimos visitar a Brooklyn Bridge e a Estátua da Liberdade. Se tivéssemos feito este passeio no sábado, por exemplo, além do incômodo com a chuva, acho que nem teríamos conseguido ver a estátua, pois a cerração estava muito forte.

Descemos na estação Chambers St e paramos para umas fotos no City Hall (prefeitura de NY), que fica bem ali pertinho. 


City Hall

Daí fizemos uma mongolice rss. Resolvemos pegar um ônibus para ir mais perto da Brooklyn Bridge, para então atravessá-la caminhando. Primeiro, pegamos para o lado errado. Descemos logo para pegarmos para o lado certo - e o motorista nos deixou entrar apesar de o metro card não liberar nossa entrada, já que tínhamos acabado de usar o cartão ao entrarmos no outro ônibus. Acabamos fazendo umas voltas de ônibus e descendo onde precisávamos. Só que o início da Brooklyn Bridge é muito perto do City Hall, pegamos o ônibus (os ônibus...) à toa. É que o mapa engana por dois motivos: primeiro porque as coisas no mapa parecem mais longe do que são e, segundo, porque o acesso à ponte é bem antes do que achávamos (no local marcado no mapa), e achávamos que acessaríamos a ponte na parte já próxima ao rio...


Acesso de pedestres à Brooklyn Bridge.

Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

Williamsburg Bridge ao fundo.

Manhattan ao fundo.

Na ponte, tem-se uma ótima vista da cidade, assim como se avista a Estátua da Liberdade, meu primeiro "contato" com a estátua (minha irmã tinha visto do avião). Depois de atravessarmos a ponte e voltarmos... seguimos pela orla. Paramos no Pier 17, que tem algo como um centro comercial, com umas lojinhas bem legais, com opções mais criativas de lembrancinhas de NYC, mas mais caras. Um bom lugar para comprar souvernirs é Chinatown, que tem as mesmas opções que a região da Times Square, mas mais baratas. Mas o lugar mais barato mesmo, mas com menos opções, é a loja Century 21. Você não pensa que vai encontrar souvenirs lá, uma loja de departamentos, mas tem coisas iguais a que compramos em Chinatown, mas muito baratas.
 
Pier 17

Seguindo pela orla, chegamos na ponta de Manhattan, em Battery Park, onde se embarca no Staten Island Ferry, um barco que faz a travessia de Manhattan até Staten Island (distritos de NYC, leia mais no 10º dia), na outra margem da baía, de graça (!). Esse é um meio de transporte usado pelos moradores. No percurso, avista-se a Estátua da Liberdade, assim como Manhattan. 
 

Geralmente, há outras opções para quem faz questão de chegar bem pertinho da estátua, inclusive sendo possivel acessar o interior e até mesmo a coroa. Nos blogs que li, falam de filas enormes para ir até a ilha, além das filas para adquirir ingressos (que podem ser comprados pela internet). No nosso passeio, nada de fila. 

Desde outubro, no entanto, por causa do furacão Sandy, não é permitida a ida à Liberty Island, onde a estátua fica, nem à Ellis Island, que é a ilha mais próxima, e o local de entrada de muitos imigrantes nos Estados Unidos. Nessa ilha, há um museu sobre imigração, com a relação de pessoas que chegaram aos EUA por meio do lugar. O museu aparece no filme "Hitch, conselheiro amoroso", quando o personagem do Will Smith leva a personagem da atriz Eva Mendes ao local para ver no livro de registros que seu avô chegou no país por ali (isso não pesquisei em lugar nenhum). 


Danos causados à Liberty Island pelo fucarão Sandy. (foto da internet)

Eu até pesquisei para saber qual a opção que eles estão oferecendo agora, porque provavelmente algo cobrado e que chegue mais próximo à Estátua deve estar em atividade, mas desisti da busca (é, serviço "jornalístico" incompleto, mas o objetivo do blog não é ser uma publicação especializada para viajantes...). Para quem estiver disposto a pagar, existem passeios de helicóptero que chegam bem próximo da estátua, deve ser muito bacana.

Como para nós uma olhadinha na estátua era suficiente, achamos o passeio de Ferry a melhor opção. Chegando ao final da travessia, você tem que sair do barco e esperar o próximo que sai em cerca de meia hora. Aproveitamos para almoçar nesse tempo. 


(Clique nas fotos para ampliar)

Staten Island Ferry, como nosso, fazendo a travessia de Manhattan para Staten Island.


Manhattan ao fundo.

Claro que a estátua tem um super simbolismo e o fato de ficar em uma ilha é legal, mas acho o Cristo, no Rio, mais "impressionante", é maior, a vista da cidade de lá é linda. Não sei se é de se comparar, mas na comparação, Cristo Redentor 2 X 1 Estátua da Liberdade. Agora, melhor não comparar quando o assunto é sensação de segurança...

Descemos no mesmo local em que embarcamos, na Battery Park, e dali seguimos para o Financial District - na verdade, essa ponta de Manhattan é o distrito financeiro -, onde fica Wall Street, a Bolsa de Valores, etc. Passamos pelo Charging Bull/ Wall Street Bull/ Bowling Green, uma escultura de bronze de um touro/boi que simboliza "a vigorosidade e robustez da economia americana ante as instabilidades do mercado internacional" (é...). O boi é muito disputado para fotografias.

Wall Street Bull

Wall Street Bull (vista traseira)
  
Também passamos pelo Federal Hall National Monument, que hoje é um museu e já foi o primeiro capitólio dos Estados Unidos, local onde George Washington foi empossado como primeiro presidente americano em 1789. 

O destino seguinte foi o World Trade Center. Assim que voltei de viagem, fui pesquisar sobre o WTC. Eu e minha irmã conversamos que, apesar de termos acompanhado a cobertura do ataque às torres gêmeas, sabíamos pouco a respeito. 
 
O antigo World Trade Center, inaugurado em 1973, está sendo substituído por um novo complexo comercial, no mesmo local e com o mesmo nome. Com o ataque de 11 de setembro de 2001, isso todo mundo sabe, as torres gêmeas foram destruídas. Além delas, outro dos prédios do complexo do WTC desmoronou naquele dia. Os outros quatro prédios (eram sete ao todo) foram danificados e implodidos posteriormente. A limpeza completa do local demorou oito meses. 

Foram 2.753 mortes, e apenas 1.630 vítimas foram reconhecidas. Até 2010, ainda foram encontrados restos mortais de vítimas, alguns no topo de um prédio de 60 andares que ficava do outro lado da rua, nos bueiros e até mesmo abaixo do asfalto de uma rua construída mais recentemente. A ideia é de que esses restos mortais ainda não identificados fiquem expostos no museu que está sendo concluído, enquanto são feitos exames para a identificação. Claro, as famílias não concordam com essa ideia. A vítima 2.753 é uma pessoa que morreu em 2010, por inalação da poeira tóxica.

Está em curso a construção de cinco novos prédios, que são o novo World Trade Center, além de um memorial. Em 2011, foi concluída a construção do primeiro arranha-céu do complexo (mas ainda não está totalmente completo, mas deve ficar este ano). Este é agora o mais alto edifício de Nova York.

No lugar, além dos prédios e do futuro memorial/museu, há duas piscinas, no exato local onde cada uma das torres ficava. Os monumentos são muito bonitos, com a água correndo em cascatas. Não há como ver o fundo da piscina.



O local tem uma segurança reforçada, semelhante a de aeroporto, e mostra-se o ingresso várias vezes. Mas os seguranças são bem simpáticos. Não pegamos fila nenhuma. A atmosfera do lugar é diferente, as pessoas agem diferente, o ambiente é calmo (apesar de estar no meio do distrito financeiro). Para visitar o WTC, antes é preciso ir ao 9/11 Memorial, a algumas quadras, para pegar os ingressos. Não há um valor estabelecido, mas pedem uma doação de qualquer quantia. 



WTC


Um dos novos arranha-céus do WTC


Memorial às vítimas do 9/11
 
Monumeto construído no local onde ficava uma das torres gêmeas.

Guias em português? Acabaram.

Perto dali, a St Paul's Chapel é quase totalmente dedicada às lembranças do acidente, com fotos de vítimas que ficaram desaparecidas por muito tempo, homenagens aos bombeiros que morreram em trabalho e recordações do fato de eles irem à igreja descansar durante a limpeza do local.
 
Fotos de vitimas do 9/11 na St Paul's Chapel

Bom, contrastando com todo esse ambiente do WTC, encerramos o dia, ali perto, fazendo compras na Century 21 (onde eu gastei US$ 15 e minha irmã uns US$ 150). A loja é enorme e tem de tudo, ficamos umas três horas por lá. Diria que vivi um momento que chamaria de "cúmulo da comunicação", enviando fotos e recebendo retorno para a aprovação ou não de compras para "terceiros".

Ah, tive até que voltar pra completar o post. Esqueci que no final do dia fomos ao Rockefeller Center patinar (comentei no 2º dia que a pista de patinação apareceria novamente no 5º dia, e ia ficar devendo). Chegamos no hotel, vimos o horário de funcionamento da pista de patinação do Rockefeller e saímos correndo (pro metrô) às nove e pouco da noite, para termos até as dez e meia para patinar. 

Tínhamos visto que o aluguel dos patins custava US$ 7, e achamos um preço bom. Que ilusão haha. Eram US$ 7 do aluguel dos patins e mais uns 20 e tantos, e meia hora de patinação ia sair US$ 35 pra cada. Tudo bem, podemos dizer que era um sonho que eu e minha irmã dividíamos, patinar no gelo juntas, e ainda mais em NY. Mas não íamos pagar tudo aquilo.

Foi triste e engraçado de ver. Bom, colocamos o rabinho entre as pernas e voltamos pro hotel. Mas sabíamos que ainda tínhamos o Central Park como opção, apesar de não sabermos quanto custava lá.

Será que as garotas conseguirão patinar e realizar seu sonho? Confira amanhã, em mais um capítulo de nossa incrível aventura em Nova York!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nova York - 4º dia

4º dia - 24/02 (domingo)
Domingo é dia de que? A resposta certa seria: de churrasco! Hum, saudade. Os brasileiros de College até se reúnem de vez em quando pra um churrasco, mas eu ainda não participei de nenhum... Bom, mas domingo foi dia de ir aos bairros chinês e italiano, nada a ver com churrasco rss.

Em direção a Chinatown, passamos pela região "jurídica" de Nova York. É onde estão vários tribunais e cortes. Como era domingo, nenhuma movimentação de julgamentos, só uns carros da polícia parados. Trazendo mais uma vez o mundo da televisão americana... os tribunais são cenário para uma das minhas séries favoritas, Law & Order - Special Victims Unity.

Police Department
Mas o nosso destino era Chinatown, um pouco da China dentro de Nova York. De uma quadra para outra, quase tudo muda, a arquitetura dos prédios continua a mesma, mas os letreiros, o tipo de comércio e, principalmente, as pessoas, mudam. Você sabe que está em Chinatown quando só cruza com "pessoas de olhinhos puxados". Os mais velhos (nem tão velhos) só falando chinês. Há muitos mercados/feiras vendendo coisas pouco usais para nós, algumas que não sei nomear, mas basicamente muita coisa do mar, como lula, mexilhão...


Chinatown
 
Chinatwon

Enquanto estávamos dando uma passada nas lojas do bairro, vimos a "movimentação" (mal) registrada no vídeo abaixo. Pelo que a Maúcha averiguou no dia, o fusuê é para trazer sorte aos comerciantes. Buscando na internet, descobri que se chama Lion Dance, e serve para assustar/afastar maus espíritos. Agora dá pra entender, porque a dança era meio de assustar mesmo, claro, não a mim, que sou um bom espírito.
 

Uma coisa legal de Chinatown é que eles são bem negociadores. Se viam que estávamos saindo de uma loja sem levar nada, começavam a baixar os preços. Os americanos não fazem isso. Nos lugares em que pechinchamos éramos atendidas por estrangeiros. Bom, vou aproveitar e contar uma ótima (do ponto de vista da minha irmã), que não aconteceu nesse dia, mas como não sei bem o dia que aconteceu e cabe neste contexto, não vou perder a oportunidade.

Estávamos nós negociando os preços de alguns presentinhos em uma loja da 7ª Avenida e o cara (vendedor estrangeiro, turco, quem sabe) já estava ficando irritado, porque não estávamos cedendo. Daí ele larga a pérola: "But you look rich" (Mas você(s) parece(m) rica(s)). Achamos que se referia à minha irmã, que estava "mais chique" que eu naquele dia (acho que todos os dias, seguindo as dicas de maquiagem e uso de acessórios dadas pela irmã mais velha rss) e que era quem estava mais interessada na compra, mas esse "you" pode ser singular ou plural. Bom, minha irmã ficou o resto da viagem se achando com cara de rica. Claro, ela respondeu pro vendedor que só parecia...

Grudada em Chinatown está Little Italy, bem menos expressiva que o primeiro bairro. De uma rua para outra, os letreiros deixam de ser em chinês e passam a ser em verde e vermelho. Basicamente o que há são restaurantes. Como Little Italy é bem pequena, não rendeu quase nada.

Little Italy

Logo chegamos ao Soho, que fica a alguns passos, e tem lojas super bacanas. E o que fizemos no Soho? Compras! As primeiras pra valer, porque a minha touquinha do primeiro dia... fala sério. Imagina, já estávamos no 4º dia em NY e nada de compras. Minha irmã estava ficando muito desapontada.

Também passamos na loja da Apple, e aproveitamos para usar a internet nos MacBooks disponíveis para isso lá. Mas essa não é a loja mais famosa, super grande, é só uma amostra. Aproveitamos a internet para procurar onde exatamente era a Dash, loja das Kardashian. Bom, se não sabe quem são as Kardashian, pergunte pro meu primo Pedro ou busque no Google, se achar que vale a pena. Tínhamos a encomenda de uma perfume da marca para ele. A loja é pequena e não achei muita graça (desculpa, primo), mas garantimos o perfume.

Almoçamos num restaurante italiano (antes de irmos em várias dessas lojas que falei), no Soho, não na Little Italy, e foi nossa primeira refeição mais bacaninha.

Ainda fomos atrás da Universidade de Nova York, mas achava que encontraria um lindo campus/campo verde. Na verdade, são prédios próximos, entre edifícios comerciais e residenciais, quase não dá pra chamar de campus.

Fiquei com a impressão de que foram poucas coisas nesse dia, mas quando tem compras, boa parte do tempo vai nisso...

Resolvi acrescentar uma mapinha para localizar meus queridos leitores (é só clicar nele para aparecer maior, assim como as fotos).



Uma dica: na hora de planejar a viagem a Nova York, se possível, evite domingo(s). Mesmo sendo NY, tem lugares que não abrem e, diferentemente de Porto Alegre, onde o vazio do domingo é bacana, em NY, a graça é a movimentação toda.

Continua amanhã..

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nova York - 3º dia

3º dia - 23/02 (sábado)
Precisamos usar o guarda-chuva nesse dia, o que faz qualquer passeio mais difícil. Felizmente, foi o único dia de cuva que pegamos. No outro dia em que o tempo estava pior, passamos quase o dia inteiro no outlet em New Jersey (7º dia). Infelizmente, não pegamos neve :(. Em Washington, vimos três flocos de gelo rss, e no último dia, em NY, no caminho para o aeroporto, até deu uma nevada, mas daí já estava na van e não deu nem pra pegar...

Acabamos mudando nossos planos por causa da chuva (presença de espírito, né?) e decidimos dedicar o dia aos museus. Fora o MoMA, estavam nos nossos planos o Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art (The Met, para os íntimos). Seguimos de metrô para o Museu de História Natural, passando (mas não entrando) pelo Museu da cidade de Nova York e tangenciando o Central Park. Passamos também pelo prédio onde John Lennon e Yoko Ono moravam antes dele morrer, bem em frente ao Central Park.

Prédio onde Lennon morava.

O prédio do Museu é muito bonito e, claro, enorme. Como em outros museus de Nova York, você paga quanto achar que deve pela entrada. A entrada sugerida é de US$19. Cada uma de nós pagou US$5 - era o quanto estávamos dispostas a pagar, não que não achássemos que o museu merecia mais.

O Museu de História Natural fica em frente ao Central Park.

Como não lembrar do filme Uma noite no museu (gravado no próprio) ou de alguns episódios de Friends em que o museu aparece (já que o Ross trabalhava lá no início da série...). Uma visita dessas durante os anos de escola deve ser muito útil, tornando mais concretos muitos conteúdos tidos em aula. E de fato muitos estudantes vão ao museu com fins didáticos, havia vários com cadernos respondendo questões ou coisa parecida. Não conseguimos visitar tudo, mas diria que vimos uns 70% ou 80% do museu, e levamos umas três ou quatro horas lá.








  



Fomos almoçar só às três... Depois, atravessamos o Central Park rumo ao Met. Dependendo do ponto de vista, o dia podia ser considerado feio, chovendo, com cerração. Para a gente, estava lindo.




Lago do Central Park

Cantando na chuva.

Passamos no Central Park duas vezes, mas vimos pouco dele mesmo assim. É sempre bom deixar coisas a fazer numa possível nova ida à cidade. Uma das coisas que eu gostaria seria passar uma tarde no Central Park lendo e tomando mate rss, que tudo. Claro, teria que ser primavera ou verão.

Chegamos no Metropolitan Museum por volta das cinco. Lá, as obras vão de escultura a decoração, passando por pintura e fotografia, ou seja, tem de tudo. Não vimos metade do museu, focamos nas pinturas, mas não deixamos de passar por uma escultura do Michelangelo. Entre as obras mais famosas, Autorretrato, de van Gogh, Ponte sobre Hève na Vazante, de Monet, e outras de Picasso, Matisse, Velazquez, Warhol...

The Metropolitan Museum of Art

Na volta para o hotel, passamos na Grand Central, um grande terminal de trens em um prédio muito bonito.


Grand Central Terminal


Grand Central Terminal


Grand Central Terminal


To be continued...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nova York - 2º dia

2º dia - 22/02 (sexta-feira)
Como fiquei com pena da sister, que perdeu um dia em Nova York, fui buscá-la no aeroporto. Também a ajudei a economizar os US$15 do shuttle... Assim que cheguei na estação do metrô, do lado do hotel, fiz meu metro card, a melhor pedida no que se refere a transporte em NY. O cartão para sete dias, com deslocamentos de metrô e ônibus ilimitados, custa US$29. O valor unitário é US$2,50 - então, em três dias, fazendo quatro viagens por dia, que é uma quantidade normal, o cartão se paga.
*Atualização em 14/03 - O passe do metrô de NYC acaba de subir. A passagem unitária custa agora US$ 2,75 (a semana, não sei). E agora custa US$ 1 para fazer o metrocard. Mas, se guardar o cartão, pode recarregar o mesmo, sem desembolsar esse US$ 1.


Primeiro, peguei o metrô pro lado errado, desci duas estações depois e troquei de direção... Desembarquei na estação indicada (pelo Google Maps), dei uma perguntada, peguei o ônibus e, uma hora e meia depois de sair do hotel, cheguei ao aeroporto La Guardia. Super independente andando sozinha em Nova York. Uns 30 minutos depois, eis que surge uma garotinha de blusão cenoura! Achei que a Astrid ia aparecer para registrar o momento para o Chegadas e Partidas da GNT (*Falando nisso, deixo aqui meus agradecimentos, tardios, ao meus queridos Charles, Maúcha, Beto, Rosane e Pedro, que me acompanharam no aeroporto em Poa, na minha partida. Me fizeram tirar uma foto com uma bandeira gaúcha/colorada, mas, mesmo assim, valeu a despedida).

Fizemos o metro card dela ali no aeroporto mesmo e seguimos para o hotel. Ah, claro que ela se emocionou um pouco quando me viu, é muito amor. A volta foi mais bagunçada do que a ida, mas foi só por pegarmos o metrô pro lado errado que passamos no estádio dos Yankees. Otimismo? Sim, essa foi uma marca minha nessa viagem. Tudo tinha um lado bom!

Depois de algumas andadas de metrô, entendemos o funcionamento, mas posso dizer que é menos sinalizado e mais complicado que o metrô de São Paulo, por exemplo. E mais velho. E mais abrangente. Em uma ocasião, um trecho estava interrompido para uma investigação policial envolvendo bomba. Traumatizados, claro.

Coisas em ordem no hotel, fomos almoçar. Em alimentação, dá pra gastar muito e muito pouco. Essa primeira refeição foi a mais barata de todas (entre almoços e jantas), US$4 um combo (super saudável) de hamburguer, fritas e refri. A (quase) última refeição, pelo contrário, foi a mais cara, U$24, mas falo sobre ela no 9º dia. Em resumo, comemos bem, variamos entre lanches e "comidas de sal" (como diria a mãe), não comemos nada ruim. No outlet de New Jersey, 7º dia, o almoço foi bem apimentado, mas não estava ruim. Em Washington, encontramos comida por quilo (por pound, na verdade), mas em NY, não. E não gastamos muito, com exceção de dois jantares e um almoço mais caprichados, não gastamos mais de US$7 por refeição, incluindo bebida.

Depois disso, seguimos para a 5ª Avenida. Um luxo - Versace, Ralph Lauren, Prada... Nossa primeira parada foi na Biblioteca Pública. Em toda biblitoeca grande eu tenho vontade de ver as prateleiras de livros, porque certamente são em quantidade enorme, mas geralmente elas não são acessíveis. O que posso dizer é que o que menos tinha era gente lendo (livros de papel). Nas mesas de estudos, quase todos com seus MacBooks. Ou turistas tirando fotos.

Biblioteca Pública de Nova York

Biblioteca Pública de Nova York

Biblioteca Pública de Nova York

Seguimos caminhando pela 5ª Avenida, passamos para dar uma espiada na pista de patinação do Rockefeller Center (essa pista vai aparecer de novo no 5º dia, mas não patinamos nela, já adianto) e seguimos para o MoMA (The Museum of Modern Art).

O horário foi estrategicamente escolhido, pois nas sextas-feiras, entre 16h e 20h, a entrada é gratuita. Quando chegamos, a fila estava super grande, mas foi muito rápida, acho que não levou cinco minutos para entrarmos no museu. Entre os destaques, as obras O grito (Edvard Munch), Noite estrelada (van Gogh), Dança (Matisse), A persistência da memória (Salvador Dali) e outras de Picasso, Cézanne e etc. Sendo bem sincera, o que gosto mesmo é ver as obras famosas nos museus de arte, porque meu gosto por arte não foi muito desenvolvido, questão de classe, diria Bourdieu. Ah, também vimos a Ana Moser por lá rss (quem não lembra?).

The Museum of Modern Art

Saímos de noite do museu. Passamos novamente no Rockefeller Center, agora mais bonito por causa das luzes, e fomos na St Patrick's Cathedral, que, como quase toda a catedral/igreja na cidade, está em reformas. Fomos a umas cinco igrejas/catedrais, e não sei dizer de que religiões eram. Pesquisei agora, essa é católica. Todas as outras que visitamos são Episcopais/Anglicanas. Como é sabido, os EUA não são um país de muitos católicos - diferentemente do Brasil, o maior país católico do mundo. E, por isso, o próximo Papa tem que ser brasileiro. E gaúcho. E missioneiro. Descobri ontem que o Dom Odilo Scherer tem chances e estou com o patriotismo/bairrismo aflorado. *Atualização em 14/03: Tive que me contentar com um papa argentino...

Rockefeller Center

Rockefeller Center

St Patrick's Cathedral, na 5th Avenue, em reforma

St Patrick's Cathedral antes das reformas (foto da internet)

Seguimos no sentido norte/uptown da 5ª Avenida, esperando encontrar a Tiffany's (Bonequinha de Luxo/Breakfast at Tifanny's), o Hotel Plaza (Esqueceram de mim) e a loja da Apple. Como não tínhamos o endereço exato, deixamos para outra hora, pois não sabíamos se estávamos na direção certa (sim, estávamos, ficamos a duas quadras desses lugares, que são todos bem próximos). Encontramos os três no penúltimo dia, antes de irmos na Broadway, quase fechando nossa viagem e dando nossas missões por cumpridas.

Destaco aqui (e agradeço...) que quase todos os passeios (acho que todos, o único que foi ideia minha, o Zoo do Bronx, não rolou. Só eu gosto de zoológicos?) foram planejados pela minha irmã, que pesquisou em blogs e tinha mais vivência de cultura pop para pensar nos lugares famosos de NY. Eu sabia da Estátua da Liberdade, do Empire State, do World Trade Center e do Central Park, acho que é isso rss. Já na cidade, eu ajudei a concretizar os planos, já que ela é péssima com mapas. Já eu, sigo o estereótipo masculino: se tenho mapa, não pergunto, se der no lugar errado, volto... orgulho, sabe?

Não lembro onde jantamos nesse dia, o que significa que não deve ter sido uma janta muito expressiva, mas acho que compramos algo na farmácia e comemos no hotel. Sim, nas farmácias aqui elas têm de tudo. Só não compramos remédio nessa rede, felizmente não precisamos.

Amanhã, 3º dia...

terça-feira, 5 de março de 2013

Nova York! 1º dia

Para quem esperava alguma nova atualização do blog, estou de volta!

O motivo da ausência, como os "leitores assíduos" já sabem, foi minha viagem a Nova York. Foram dez dias batendo perna pela cidade, na companhia da minha mana Maúcha.

Bom, vou contar sobre os passeios que fizemos, compartilhando os lugares que conhecemos e, quem sabe, ajudando alguém a organizar sua viagem. Vou falar bastante sobre os custos ($$), pois é sempre uma "curiosidade" que tenho antes de viajar (e porque sou mão-de-vaca e toda economia é bem-vinda). Falando em mão-de-vaca, indico um blog para planejar viagens (para Nova York e outros lugares), o Viagens para Mãos-de-Vaca. Com este nome, assim que descobri o blog, salvei nos meus favoritos. 

Para não serem posts tão longos, vou separar cada dia em um post, publicados um por dia. Assim, me redimo pela falta de atualização... Quase um folhetim.

1º dia - 21/02 (quinta-feira)
Meu voo saiu às 7h de College Station, com conexão em Houston. O voo de College a Houston leva uns 20 minutos "no céu". Acordei com o avião pousando (dormir em avião, ônibus... é comigo mesmo). Um mini avião, por sinal, e da Embraer. Nem sempre vale a pena ir de avião para Houston, pois via terrestre demora só duas horas e a van (Ground Shuttle) pega em casa e deixa no aeroporto por US$ 35, e o táxi de casa para o aeroporto já dá US$ 18. Mas nesse caso, valeu (financeiramente falando). Voei pela United, foi bem tranquilo.


O mini avião da Embraer, com uma fileira de um lugar e outra de dois.

Nas viagens domésticas nos EUA, as companhias costumam cobrar para despachar a bagagem. Mas consegui organizar tudo numa mala menor que não precisei despachar e deixei de pagar os US$ 25 (e não corri o risco de extraviarem minha mala, o que, agora, acho importante). Na volta, mandei várias das compras e minhas roupas de inverno, que sei que não vou precisar no Texas, pra casa pela sister. Coitada, ficou cheia de mala... No aeroporto (JFK), ela teve que pagar US$ 5 para ter um carrinho e conseguir carregar as coisas, regra nos aeroportos americanos.

Cheguei a NY pelo La Guardia, o aeroporto mais perto do centro da cidade, basicamente para voos nacionais, no horário previsto, 13h30. Logo peguei o shuttle (US$ 15, bem mais barato que um táxi) para o hotel. Cheguei bem na hora do checkin, às 15h. Ficamos no hotel Pennsylvania, muito bem localizado, na 7ª Avenida, em frente ao Madison Square Garden, ao lado da Penn Station (estação de metrô e trem), a duas quadras do Empire State... Acho as avaliações do Booking (link acima) bem realistas, destacando os pontos positivos e negativos do hotel. Não é perfeito, mas indico.


Como o hotel só permite checkin às 15h, nesse horário a fila é grande, mas não demorada. São 1.700 quartos!!

Passei o primeiro dia sozinha, só andando pela 7ª Avenida, dando uma passeada na Times Square, conhecendo algumas lojas famosas. O plano era minha irmã ter chegado neste dia pela manhã e iniciarmos nossos passeios. No entanto, como meus amigos do Face já sabem, ela perdeu o voo em Porto Alegre e só pôde viajar 24 horas depois. Mas não foi culpa dela, já adianto, foi culpa do caos que ficou Porto Alegre no dia por causa da chuva, com vários pontos alagados. Ela acabou demorando uma hora e meia para chegar ao aeroporto, num trajeto que demoraria 20 minutos em uma situação normal. Acontece... (haha, agora dá pra ser/parecer relax, mas no dia fiquei super nervosa acompanhando a demorada viagem dela até o aeroporto e a busca por uma solução).

Para acabar o primeiro dia, que não teve nada de mais, além do fato de estar em NY..., assisti Friends, como todos os dias, mas dessa vez, no "cenário" do programa! É, mais ou menos cenário, porque na verdade todo o programa foi gravado na Califórnia... mas como trata de NY, faz de conta que é NY (e não, o Central Perk, não existe).

Friends
  * Ah, não deixei o primeiro dia passar em branco no quesito compras, um dos principais atrativos de NY. Comprei um touca (...), porque as orelhas não estavam aguentando o frio, 1ºC, mas com sensação de mais frio, por causa do vento.
** Sim, as fotos deste post estão bem sem graça, mas vão melhorar...
*** Para registrar, hoje foi dia de escuridão no campus na saída da aula de noite, já que é a primeira terça-feira do mês. Não entendeu? Leia o item "Homenagem a alunos mortos" aqui.
**** Pronto, Joca, post novo publicado!

Continua amanhã...