quinta-feira, 9 de maio de 2013

"I'm in Miami bitch"

180km e algumas paradas depois, chegamos a Miami, especificamente ao nosso hotel próximo ao aeroporto. Tínhamos lido alguns blogs que falam sobre onde ficar em Miami. Como nosso foco não era apenas um - só praia ou só compras, por exemplo -, consideramos que o melhor seria ficar na região do aeroporto, que é mais ou menos no meio da cidade e se consegue bons preços.
 
Depois de instalados, resolvemos ir a Little Havana curtir o fim de tarde e a noite. Mas, logo que chegamos, notamos que, em geral, a noite no bairro não é muito forte. O comércio estava fechando e não eram muitas as opções para lazer. Depois de circularmos um pouco, resolvemos ir pra South Beach - das facilidades de estar de carro. South beach é um bairro de Miami Beach, que, por sua vez, é uma cidade praiana vizinha à Miami.

Era terça-feira, em abril, e a cidade estava bem movimentada. Há uns dias estávamos nos ensaiando para comer lagosta, e o cardápio tinha bem a ver com South Beach. Como não tínhamos experiência no assunto, achamos que poderia ser um pouco complicado. Mas não foi o caso, porque no restaurante que fomos serviam "tail lobster", que agora sei que, como o nome diz (tail), se trata da cauda/rabo, e vem sem a cabeça e os "braços", que são as partes mais complicadas. Olha, é melhor que peixe, mas como não gosto de peixe, não quer dizer muita coisa...

South Beach
Lobster

No dia seguinte, aproveitamos que seria nosso último dia com o carro para ir ao parque de Everglades e ao shopping. Eu nunca tinha ouvido falar de Everglades, achava eu. Mas conversando sobre a viagem, mais ou menos um mês antes, a mana Joice perguntou se iríamos visitar o Everglades. Hã? O parque do jacaré do Pica-pau, respondeu ela. Ah! Claro que fui pesquisar e não íamos visitar apenas por ser o parque do jacaré do Pica-pau, mas descobri se tratar de um super parque.


Parque Nacional de Everglades
 
Ah, quer ver Everglades no desenho do Pica-pau?




Há varios tours disponíveis no parque. Escolhemos ir ao Gator Park. Fizemos um passeio de airboat ("barco voador") e depois assistimos a uma apresentação sobre animais do parque.


Últimos registros de um boné.

Depois de o boné voar e virar comida de jacaré.

Everglades

Everglades

Um escorpiãozinho




O passeio de barco não era apenas contemplativo como eu imaginava, era de aventura. Por isso perdi o boné. (Tinha um vídeo mais radical, mas era muito pesado e não consegui carregar).



Mas a parte mais legal do parque foi...




 


Depois, ficamos umas boas horas no shopping. Fomos ao Sawgrass, que não fica exatamente em Miami, mas em Sunrise (a 50km de Miami). É o segundo local mais visitado da Flórida, perdendo apenas para a Disney. O shopping é gigante e tem muitas lojas com preços ótimos. 

Passando pelo Rainforest Cafe (um café com decoração de floresta), não pude deixar de entrar para tirar uma foto. É que 12 anos atrás, quando fui à Disney, passamos pouco mais de um dia em Miami, e fomos exatamente nesse shopping. Mas não lembrava de nada, a não ser dos bancos com patas de animais onde tiramos fotos. Depois, passamos por uma loja de esportes e ao avistar o setor com raquetes de tênis lembrei que foi lá que comprei as minhas (durante o auge do Guga, queria muito jogar tênis, mas meus pais não me davam as raquetes... daí, como estava "administrando" meu dinheiro, comprei!!).

Revivendo os 14/15 anos. Abril/2013

 *Atualização em 10-05
 
Direto do túnel do tempo. Julho/2001.

Terminamos o dia num bar anexo ao restaurante, bem divertido. Era noite de karaokê, mas demos mais atenção aos melhores momentos do jogo de futebol do Brasil contra o Chile que passava em uma das TVs.

Tínhamos até o meio-dia da quinta para ficar com o carro, então um pouco antes das 11h fomos deixá-lo na locadora, no aeroporto. Tchau the blues!

Na estação do metrô que fica no aeroporto, compramos um day-pass (metrô e ônibus - US$ 5) e seguimos para o Miami Seaquarium (metrô e depois ônibus). O transporte público em Miami é mais ou menos. O metrô só tem duas linhas, não muito abrangentes. Na verdade, elas fazem quase o mesmo caminho, uma das linhas vai um pouco mais adiante apenas, bem sem sentido. Os ônibus não são muito novos, e no final de semana os horários são escassos. Mas, de qualquer modo, dá para ir a quase todo lugar de ônibus.

Chegamos ao aquário um pouco depois do meio-dia. Recebemos um informativo com os horários dos shows, que acontecem duas vezes por dia, uma de manhã, e outra de tarde. Pra falar a verdade, o que eu queria era ir num daqueles aquários em que um corredor passa "por dentro". Tinha um assim em New Orleans, mas pesquisando, vimos que o aquário de Miami era bem maior, e decidimos não ir no de Nola. Bom, não tinha um desses que eu queria no de Miami, fica pra próxima. Mas os shows com os animais foram bem lindinhos. Eu tinha ido na Sea World na Disney, que tem basicamente as mesmas coisas, além de montanha-russa e outros brinquedos. Mas faz tanto tempo, que foi legal igual.


Miami Seaquarium

Pavão

Flamingo

Não é uma pedra, é um peixe-boi, cheio de limo.


Leão-marinho (tem orelha, então não é foca).


A criança não cansava de tocar nas arraias.

Oi, peixinho.

Golfinho! Me molhou.




Mais golfinhos

Orca, que na verdade é golfinho e não baleia...






A orca também me molhou, de água salgada ainda.




Eu disse que tinha um monte de animaizinhos neste post. Mas agora acabaram.

Terminamos a tarde curtindo o pôr-do-sol e as decolagens dos aviões. O lugar que foi meio inusitado, mas foi a melhor vista que encontramos.

Fim de tarde em Miami.

A sexta-feira teve mais umas comprinhas, pois fomos em busca do que ainda faltava. E também foi dia de estudo. Marido estava preocupado com as aulas da semana seguinte.

No sábado, nosso último dia, o voo do Charles era só às 23h, então tínhamos o dia inteiro para aproveitar. Revivi uma cena nova-iorquina: o Charles cheio de coisas pra levar pra casa, inclusive muita coisa minha, e eu só com uma malinha pra seguir pra minha casinha texana, assim como foi com minha irmã em NY (aqui).

E não era um sábado qualquer, era nosso aniversário de nove anos de namoro! Que lindo!

Fomos curtir na praia, e também não em qualquer praia, mas em Miami Beach. Só não podíamos entrar no mar porque já tínhamos feito check out no hotel... Assim que chegamos na praia, nos deparamos com uma bandeira brasileira! Era um serviço, de cariocas, de aluguel de cadeira e guarda-sol, que foi muito útil, embora não muito barato.


Miami Beach

Miami Beach

 Voltamos para o hotel, pegamos nossa bagagem e tomamos a van do hotel para o aeroporto (serviço gratuito dos hotéis próximos ao aeroporto). E então, é chegada a hora da partida :(. Foi-se o Charleco pra casa. Eu, além de ter que me despedir dele e de não ir pra casa, tive que passar a noite no aeroporto, porque meu voo era só às 7h30 do domingo... 

Agora começa mais uma contagem regressiva: falta 1 mês e 20 dias para eu ir embora, reencontrar o Charleco e viajar mais um pouco! Nossa, muito pouco! Hora de estudar pra valer! *Para chegar no Brasil ainda faltam 2 meses e 10 dias.

E chega ao fim mais um diário de bordo. Até logo!

sábado, 4 de maio de 2013

Florida: sunshine state!

No domingo, acordamos 3h30 da madruga para pegarmos o voo às 6h pra Miami. Chegando no aeroporto, ficamos sabendo que o voo tinha sido cancelado. Depois ele aparecia como atrasado. Acabamos saindo às 8h. Se não fosse tão cedo não teria sido tão ruim, mas estávamos com muito sono. Tiramos uma soneca esperando, e depois mais uma no avião. O voo leva duas horas, contando mais uma hora de diferença do fuso, chegamos às 11h. E fomos atrás do carro que tínhamos reservado. 

O nosso The Blues - sim, demos nome pro carro (já contei que todo mundo aqui dá nome pro carro?), inspirados, claro, na cor do mesmo e num dos ritmos predominantes no nosso destino anterior - foi muito útil. Mas não seríamos nada sem o GPS do celular (a Gyslene - a vozinha também recebeu nome), que nos levou direitinho de Miami a Marathon (e de volta, e a Everglades, a Miami Beach, e por tudo).


The blues descansando.

A trilha sonora nas rádios de Miami é eclética - e viajar na Flórida curtindo um som é tudo de bom. Até música brasileira ouvimos (uma que não conhecíamos, e procurei algo na internet, mas não descobri nada e não sei que música é). O country, para matar as saudades do Texas, tocou também. Mas nossas sintonizações preferidas eram de salsas cubanas. Deu também para ensinar o Charleco a tentar reconhecer Rihanna, e no final ele estava quase cantando "This girl is on fire..", da Alicia Keys (agora faz quase um mês que não vejo a novela, mas até acho que assistia só por causa dessa música).

Passado do meio-dia, entramos no The blues rumo aos Florida Keys. Hein? Do que se trata? Trata-se dum conjunto de ilhas ao sul de Miami, no extremo-sul da Flórida, e, por consequência, dos EUA. O marido estava dando uma boa olhada nos mapas e ficou bem intrigado com aquela aglomerado unido por estradas fininhas. Lendo alguns blogs, começamos a saber que a região dos Florida Keys é um lindo destino. Em todo o arquipélago, a população é de 80 mil habitantes. É uma das regiões mais atingidas por furacões no mundo.


Florida Keys, ao sul de Miami.    
(Lembre de clicar para ampliar)

Conversa vai, pesquisa vem, decidimos ficar dois dias nos Keys e quatro em Miami. Vale dizer que a hospedagem desses dois dias foi mais cara que a dos quatro em Miami, simplesmente porque não se encontra hotel barato de Key Largo, o primeiro dos Keys, a Key West, o mais a sul. Ficamos em Marathon, a segunda cidade mais a sul. A mais movimentada é sem dúvida Key West, para quem quer agito, é a melhor opção. Escolhemos Marathon por ser perto de Key West e encontrarmos hotel com acesso à praia (um pedaço particular de praia). Existem alguns resorts em KW com praia particular, mas custam caríssimo.


"Nosso" hotel.

"Nossa" praia.

Píer do hotel.

No píer.
 
Foram dois dias bem sossegados e muito agradáveis. No primeiro dia, tentamos fazer caiaque, já que os barquinhos estavam disponíveis aos hóspedes, mas estava muito ventoso. O Charles até tentou, mas se viu mal tentando lutar contra o vento. Curtimos a praia. Fizemos compras no mercado, Charleco cozinhou pra nós, jantamos no píer.

No segundo dia, fomos até Key West. No meio do caminho, uma grande duma ponte, com uma água linda por todo o lado. Finda a ponte, paramos para tirar fotos. Nas lojas de souvenirs de Key West, descobrimos que a "Seven Mile Bridge" (Ponte de Sete Milhas - um pouco mais de 11km) é o principal cartão postal da região (mandamos um postal da atração para nós mesmos). A primeira ponte no local foi inaugurada em 1912 e a segunda, novinha em folha, em 1982. A ponte antiga ainda está lá, dá acesso a uma das ilhas e é possível caminhar nela e usá-la para pescar.


Seven Mile Bridge - antiga e nova. (foto internet)

Seven Mile Bridge.

Cruzando a bridge.

Entre a ponte velha e a nova.

Admirando o Golfo do México.

Ficamos um pouco na praia e matamos a saudade do mar, numa água muito quentinha. Depois, passeamos pela cidade. O centro de Key West é como das praias brasileiras mais movimentadas no verão, com lojas, artesanato, sorvete e etc (mas mais chique rss).

Apesar de o título do post sobre New Orleans fazer referência a um livro de Hemingway (Paris é uma festa), não foi em Nola que o escritor morou, mas em Key West - assim como ali perto, em Havana.


The Ernest Hemingway Home & Museum.

Em Key West, duas marcações importantes: o ponto mais a sul dos EUA continental, e mais próximo de Havana - 90 milhas ou 145km; e o início da estrada US 1, que liga o país de sul a norte (vai até láaa em cima). A placa mile 0 estampa muitas camisetas.


Recém-casados fazendo fotos no ponto turístico.

Nem-tão-recém-casados fazendo fotos no ponto mais a sul dos EUA.

Avistando Cuba.

Do outro lado, em 2011, avistando os EUA.

Mile 0 - Início da estrada US 1.

Antes de pegarmos a estrada de volta para Marathon, dirigi por uns 50 metros. E só. Ao alugarmos o carro, ficou autorizado apenas para o Charles dirigir. Ao avistar a polícia, nesses 50m em que eu estava dirigindo - acho que a única vez em que vimos a polícia nos quatro dias com o carro -, não quis correr risco. 

No dia em que fomos embora dos Keys, fomos parando na estrada e curtindo o visual. Em Islamorada, uma praia lindíssima.

Anne's Beach, em Islamorada.

Carangueijo não é peixe, carangueijo peixe é.

Eu e minha lancha no Golfo.

E no próximo post, muitos animaizinhos! Coisas fofas. Meu preferido: um certo jacaré. Descubra por quê.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

New Orleans é uma festa!

De Houston, seguimos, às 23h59 do dia 17 de abril, quarta-feira, para New Orleans. Lembram que comentei de uma empresa de ônibus muito barata que usamos para ir de NYC a Washington (aqui)? Pois fizemos um ótimo uso dela para chegar até New Orleans. Pagamos US$ 2 cada para fazer o trajeto de 560km! E o ônibus ainda chegou antes do previsto, bem antes - o previsto era chegar 6h30 e chegamos 5h45.
 
Não sei se vocês sabem, mas minha outra opção nos EUA para fazer o sanduíche era New Orleans, com uma professora da Universidade de Tulane. Assim, conheci a cidade tendo em mente que poderia ter ido morar lá. Certamente teria muita coisa divertida para fazer, e o campus da Tulane é bem simpático, mas não tem como saber como seria.

Garden District
Chegamos e fomos procurar o bondinho, que, segundo os estudos do Charles, estava perto de onde descemos, e nos deixaria próximo da pousada em que ficamos, no Garden District. O transporte público na cidade até que é bom, embora os bondinhos estivessem um pouco problemáticos nos dias que passamos lá, e o tempo seja outro, porque é bem lentinho. O day-pass custa US$ 3 e permite usar tanto o ônibus quanto o bondinho.


Linha St Charles do bondinho.
Linha Canal, na avenida principal, de mesmo nome.

Ao chegarmos na pousada, ficamos meia hora do lado de fora esperando alguém nos atender, e depois mais meia hora do lado de dentro - aproveitamos a saída de um hóspede -, sem sinal de um funcionário. Quando a funcionária chegou, acho que ficou tão culpada de nos deixar esperando que deu um jeito de já irmos pro quarto. Nossa ideia era apenas deixar a bagagem, já que o checkin seria só às 15h, mas às 7h30 já estávamos instalados. Acabamos dando uma dormida antes de seguir para conhecer a cidade, afinal, uma noite no ônibus não costuma ser algo que propicie uma noite plena de sono (mesmo com a minha experiência), e no máximo teríamos dormido 5 horas.

Pousada St Charles, no Garden District.

Para quem não gosta de lugar "antigo", a pousada que ficamos não é uma boa opção. Ao mesmo tempo, tem um charme, que combina com a cidade. A localização, no Garden District, perto da linha do bondinho, é boa para conciliar facilidade de locomoção e preço. Seguimos a sugestão de um blog, que foi bem realista. O local mais badalado da cidade é o French Quarter, mas os preços dos hotéis são bem mais altos. O Garden District recebe muitos turistas que querem conhecer as construções típicas da cidade. French Quarter e Garden District foram as áreas menos atingidas pelo Katrina.


Casa no Garden District.

Umas das bibliotecas públicas da cidade, também no Garden District.

Jazz e voodoo 

A cidade é cheia de história e cultura, e, sendo uma cidade turística, isso está bem visível para qualquer um. A música, especialmente o jazz, está por toda a parte.




No dia em que chegamos, demos sorte de estar visitando o Parque Louis Amstrong - ícone do jazz e nascido em Nola (para os íntimos) - e descobrir que mais tarde naquele dia haveria um festival de jazz. Demos mais uma volta pela cidade e voltamos para o parque para acompanhar. 


Estátua do amigo Louis, no parque em sua homenagem.

Fazendo um jazz no parque Louis Amstrong.

Jazz no parque.

A colonização francesa (primeiro) e espanhola (depois) também está em destaque, em nomes de ruas e praças. A influência africana também é presente. As lojas com souvienirs de voodoo são comuns, assim como os museus sobre o tema - pensamos em comprar uma lembrancinha bem popular, aquelas bonequinhas de vodu, mas não tínhamos quem nem porquê agulhar alguém, e não compramos rss.


Diversas placas na cidade mostram o nome das ruas enquanto a cidade era espanhola.

Loja de souvernis macabros.

Mais uma loja simpática..

O Katrina

New Orleans é cercada por 560km (a mesma distância de Houston) de diques. Esses diques protegeriam a cidade de um furacão de categoria 3. No entanto, o Katrina chegou à força máxima de um furacão, alcançando a categoria 5. Com as investigações posteriores, descobriram que os diques não aguentariam um fucarão de categoria 1.

Na manhã do dia 29 de agosto de 2005, o Katrina atingiu New Orleans com ventos a 200km por hora. Após o rompimento de vários diques, 80% da cidade ficou embaixo d'água. Morreram mais de 1.300 pessoas. 500 mil ficaram sem casa. Foi o pior desastre natural da história dos EUA. Foram precisos 43 dias para secar a cidade, com o trabalho do exército e a ajuda do sol.

Se quiserem relembrar/saber mais, e entenderem inglês, indico o documentário da BBC sobre a "cidade perdida" (Lost City of New Orleans) e o programa da NBC sobre "o que deu errado" (What went wrong). Mas o essencial, que acho que todo mundo lembra, é que a ajuda demorou muito, e a postura do governo federal (o "conterrâneo" Bush) não foi das mais elogiadas.

Um dia antes de irmos à região mais atingida pelo Katrina, visitamos o Museu do Estado da Lusiana, que, em grande parte, trata sobre o desastre causado pelo furacão. Poucas vezes me interessei tanto por um museu. Embora não tenha sido de propósito, foi muito útil para a visita do dia seguinte. Ficamos sabendo, por exemplo, o significado das marcações na frente das casas. O museu também tem uma ala dedicada a contar a história do Mardi Gras, ou, terça gorda, o nosso carnaval. Volto a falar um pouco a respeito logo mais.

A região de Lower 9st Ward fica às margens de um canal que teve um dos primeiros diques a romper. Oito anos depois, o que pudemos ver é que a área ainda não se reconstruiu. Há quadras inteiras vazias, só tomada pelo "mato", onde fica claro que haviam casas. Como numa das fotos abaixo, é comum ver apenas as escadas de acesso às casas ou vestígios de alicerces. Isso principalmente nas ruas mais próximas ao dique. Em outras, as quadras não estão vazias, mas há casas ainda destruídas e com as marcações que o FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergência) fez nas moradias, registrando data e se encontrou pessoas vivas ou mortas. Há, também, casas bem novinhas e outras em construção. Talvez nos anos seguintes ao Katrina houvesse turistas visitando a região, mas na ocasião, nem vestígio de outros além de nós. Existem alguns tours dedicados a conhecer áreas devastadas pelo furacão, mas não são nem de longe tão populares quanto outros pela cidade.


Distrito de Lower 9st Ward.

Casa atingida, com marcação da FEMA.

Casa atingida, com marcação da FEMA.

Aqui havia uma casa.

O Super Dome, estádio de futebol americano do New Orlens Saints, que joga a NFL (Liga Nacional de Futebol), recebeu muitas pessoas que não saíram da cidade antes do Katrina. Em poucos dias, a situação no estádio ficou tensa, sem comida, água, higiene...

Super Dome. Fechado :(

Monumento ao "Renascimento", registrando o primeiro jogo no estádio, um ano após a passagem do Katrina.

E por que o desastre foi tão grande? Basicamente porque a cidade é cercada por água. E de onde vem toda essa água? De dois dos lugares mais bonitos da cidade, o Rio Mississipi e o Lago Pontchartrain.

Pôr-do-sol no Lago.

O Rio Mississipi é o mais importante dos EUA e o segundo maior em comprimento do país, atravessando-o de norte a sul. Fizemos um ótimo passeio pelo Mississipi num barco a vapor clássico.

Nosso barquinho.

Muito vento.

Roda de pás ou roda de água do barco.



French Quarter e Mardi Gras
E, por fim, mas não menos importante, a parte mais divertida da cidade: o "quarteirão francês". São ruas e ruas de bares e restaurantes. Especialmente a Bourbon St, fica cheia de noite, mesmo em dia da semana, sem nenhuma data especial. Entre os símbolos do "carnaval" estão os colares coloridos usados nos festejos. Simplificando, funciona mais ou menos assim... As meninas animadinhas que mostram os peitos para o pessoal nas sacadas da rua Bourbon ganham colares. O pessoal na verdade joga colares pra qualquer um, mas se levantar a blusa é garantido. Testemunhamos o fato... deu pra dar risada. (ninguém vai pensar que fui eu né? haha)

Sacadas na rua Bourbon, no French Quarter.

Eu e o Louis usando os colares.

Faltavam 319, mas agora faltam 305 dias para o Mardis Gras!


Rápidas:
1- Por US$ 55 (por pessoa), há um tour a plantations típicas da Luisana. Deve ser bem legal, mas sai 220 reais pro casal....

2- Como se vê nas fotos, em um dia eu estava usando blusa curta e shortinho, e, no outro, jaqueta e echarpe. No primeiro dia, estava quente, mas no segundo, choveu e esfriou muito. Se minhas roupas de frio não estivessem na mala, voltando pra casa com o Charles, teria passado apuros, porque as previsões do tempo não me preparam para as temperaturas baixas. No terceiro dia esquentou um pouco, e o clima ficou ameno.

3- Passamos a viagem toda tentando falar New Orleans e Louisana como eles. Muito difícil!

Obs:  Bom, como vocês devem ter notado, não fui linear neste post. Tentei contar a história da viagem de outra forma, basicamente guiada por fatos e lugares envolvendo o Katrina. Assim acho que falo mais da cidade e menos do nosso passeio propriamente. Até porque, para quem quiser conhecer New Orleans, diferente de New York, não precisa ter tanto uma lógica para conhecer a cidade, não é preciso medir tão bem o tempo, e as coisas também não são tão no caminho umas das outras. Tudo é festa em New Orleans (fora os furacões)...

Próximo destino: Flórida!

A autora continua a mesma, mas o layout, quanta diferença!

Sim, mudei tudo no blog! Muito diferente?

Nunca expliquei a minha escolha anterior, mas usava aquela cor de fundo porque é a cor da A&M, o maroon... Mas daí meu primo querido foi curto e grosso dizendo que era feio e concordei.

A foto do fundo foi feita em Washington D.C., e sofreu uns efeitos..